07/12/2009
Ode à Idiotice Desvairada
05/11/2009
We Care A Lot!
No auge dos meus 13 anos, gravava shows deles em VHS e os vídeos da Easy e Epic chegavam a desgastar de tanto que assistia, além de imitar copiosamente as caras e bocas do Mike Patton sem parar. Em uma entrevista gigantesca com eles em uma Bizz de 2000, o título da matéria era algo como “Ele não quis ser rei”. Falava do fim da banda no auge e da “não necessidade” de fama de Mike Patton e sua trupe. E eles não o tinham mesmo. Escrachados, gostei desde a primeira vez que ouvi e os vi porque aquilo era som pra mim. Simples e insano, de qualidade indiscutível e uma capacidade absurda de despertar diferentes sensações ao ouvir cada música. Isso que me fez ser uma seguidora de Faith No More, e depois do final, continuar ouvindo e acampanhando os projetos dele, o “rei que não quis sua coroa”, Mike Patton. Mr. Bungle, Fantomas, o ma-ra-vi-lho-so Lovage, as trilhas sonoras dele para filmes, o esquisitão Tomahawk e todo e qualquer projeto em que o nome “dele” estivesse envolvido.
Quando a volta do Faith No More foi anunciada, ainda neste ano, meu coração bateu forte de tanta alegria e fiz questão de gritar isso aos quatro cantos.
Após isso, eis que chega a notícia da vinda deles para o Brasil, e melhor..para Porto Alegre. A primeira coisa que fiz, foi gritar (e eu gritei MESMO!) bem alto pela casa. Andei por todos os cômodos com as mãos na cabeça e “meu deus! Meu deus!”. Eu veria Mike Patton. Eu veria Faith No More no palco pela primeira e única vez em minha vida. Era como um sonho, mas confesso que até ontem não consegui idealizar ou visualizar o que seria o show para mim. É, sabe aquele tipo de acontecimento tão surreal que faz com que até mesmo pensar nele seja difícil? Foi assim para mim, tanto que meu ingresso foi comprado exatamente no dia de ontem. Não porque sou relapsa, mas pela falta de dinheiro e a certeza de que eu iria, comprando ingresso três meses ou três horas antes do show.
E eu fui. Lá pelas 16 horas a tal da “ficha” começou a cair, e assim que entrei no Pepsi On Stage bateu aquele velho frio na barriga, digno de “show da minha vida”.
E eis que eles surgem no palco.
O velho e eterno Faith No More!!!! Um dos ícones dos anos 90, a chamada “Era Patton”. Uma das poucas bandas, que como já falei, tem a capacidade absurda de provocar espasmos de diferentes dimensões e tipos em uma música só. Um Faith No More “maduro”, como era de se esperar, mas que em NADA deixou a desejar, ao contrário do que uma meia dúzia “old school” reclamou aos berros até então. Esbravejaram do infortúnio que seria pagar 100 mangos para ver uma “turnê caça niqueis de uma banda que já não é mais a mesma”.
É...e a turminha old school esteve lá, tão emocionada quanto a quase old 90’s aqui e até mesmo a galera que ouve faz nem um ano (ou pior, um mês). Não importou tempo, gosto musical, sexo ou faixa etária. O que se viu lá foi uma multidão enlouquecida, visivelmente emocionada com o que aquelas “criaturas” fizeram no palco. Cada música, cada grito, cada acorde, o peso, a mistura de sons, as insanidades, gritos, choramingos, caras e bocas...e um precioso set list que para mim, foi perfeito.
Chorei exageradamente ao ouvir Easy, Ricochet e Stripsearch, tive colapsos em Ashes To Ashes, Midlife Crisis, Evidence e Just A Man, cantei Surprise! You're Dead como um soldado fervoroso indo para a guerra, pulei desesperadamente aos gritos em From Out Of Nowhere, Caffeine, We Care A Lot e Last Cup Of Sorrow, e sim, eu me senti uma piá na minha época de FNM + Rage Against quando ouvi Epic. Épico! Épico meu bom Deus!
E eu paguei 100 mangos por tudo isso. Paguei e pagaria mais uma centena de vezes se preciso, porque presenciar um espetáculo desses é digno de qualquer dinheiro suado.
Vida longa ao nosso FAITH NO MORE!
E me despeço... de ALMA LAVADA!
Amém...mais uma vez!*
*Ou vocês acham que esqueci do meu último “amém” pelos show de Ozzy+Black Label+Korn? ;)
E um "p.s" cheio de agradecimentos aos cidadãos que gravaram o show e disponibilizaram no Youtube salvador! :D
06/10/2009
25/09/2009
Yeah! Yeah! Yeah!
Não sou grande fã de Nickelback, mas me abri pra essa música deles!
Atenção também pro cabelinho chapado do Chad Kroeger, que já foi eleito um dos menos providos de beleza do mundo da música.
24/09/2009
Alice In Chains

Não sei como descrever o que senti e sinto até agora. TREZE ANOS DEPOIS, e ouço um álbum que, inteiro, tem a eficácia de um verdadeiro soco no estômago. De aperto no coração, passando por agonia e uma euforia tão grandes que minha vontade é sair gritando por todos os cantos o quanto DIABOS, eu amo Alice In Chains e o quanto DIABOS é grande a minha satisfação por ter de volta uma das bandas que eu mais venero nessa vida.
É mais que banda. Cresci ouvindo Alice In Chains (junto com Soundgarden e Stone Temple Pilots) e sempre foi uma das minhas maiores influências musicais. Não deixei de ouvir, como o fiz com outras bandas depois de um tempo sem lançar nada novo, e sempre teve seu espaço em meio à tudo que ouvi.
Era difícil pensar em uma possível volta. A morte de Layne Staley foi um verdadeiro balde de água fria, desnecessária e triste, mas apesar dele ser a maior referência do AIC, a banda não era só ele. Havia um guitar man chamado Jerry Cantrell ao seu lado, e boa parte da "culpa" pelo ALice In Chains estar vivo, é dele!
Ao mesmo tempo em que lançaram esse álbum espetacular sem Staley, parece que ainda ouço ele. Bizarro, mas bizarramente maravilhoso, e sejá lá onde ele estiver, imagino que esteja realizado da mesma forma!
E eu lavei a alma, mais uma vez, ouvindo Alice In Chains!!
Já diria Duff McKagan: "NÓS PRECISAMOS DO ALICE IN CHAINS!"
E como precisamos...
17/09/2009
When I Grow Up...
Hoje tive uma conversa com a mãe sobre a diferença que o dinheiro faz até na hora de acumular experiência com estágios em época de faculdade. Fato que a maioria dos professores te dão aquele sermão falando que "na época deles, trabalhavam até de graça no início, porque vale a experiência", mas a minha vontade era perguntar quantos deles moravam sozinhos e precisavam de dinheiro suficiente pra pagar luz, água, internet e aluguel!
Agora estou entre um estágio mal remunerado e um trabalho efetivo com um salário bacana e todos os benefícios possíveis. Se pensar com meu bolso pego o segundo. Se pensar na minha faculdade, fico com o primeiro para não acabar meu curso sem experiência alguma, só levando o que aprendi em freelas e trabalhos acadêmicos.
Meus anos a fio de carteira assinada já não valem mais. Ninguém quer saber de uma criatura que tem 5 anos de carteira assinada como Auxiliar Administrativo e um último estágio que era pra ser de Publicidade mas que não tinha absolutamente nada a ver com o curso. Cá pra nós, ninguém vai querer uma criatura que nunca trabalhou efetivamente na área.
E tem os freelas! Hoje estou com três projetos (remunerados) em andamento, que vão render legal até o final do ano, além do que já vem entrando na fila. Um dos maiores desafios pra mim, além de ser promissor, mas por mais dinheiro que me dê, isso não basta!
Após essa breve análise (nada que eu não soubesse, mas a possibilidade de um efetivo me fez balançar) eu fico como estágio, sigo meus projetos, simultaneamente, engordo meu portfólio, dou meu sangue, trabalho 123 horas por dia, passo um pouco de fome enquanto isso (ai que drama!) e corro pro abraço.
A área de Comunicação é mais ou menos o que propaga o comercial da Monster que postei aqui faz algum tempo.
É trabalhar que nem um cão durante a faculdade e após, pra não ser chutado pouco tempo depois porque vai ter gente mais bacana, nova e cheia de energia e novidades, então já estaremos velhos demais pra trabalhar.
É quase uma carreira de modelo!
Cérebros novos e cheios de idéias promissoras e inovadoras atraem, e quem fica na mesmice se fode. Profissional meia boca na Comunicação só existe com QI e até pra isso tem que ter alguma bagagem.
Depois de todo esse blablabla vou à luta, mas sério, vou seguir fazendo Concurso Público também, até passar e sinceramente, usar tudo que aprendi como hobby, o que vai me render mais dinheiro do que trabalhar que nem um cão desesperado a vida toda.
Para finalizar, a "When I Grow Up” novamente, que fala muito por nós, apesar de algumas criaturas otimistas ainda acharem que a coisa é realmente um conto de fadas...
12/09/2009
Pearl Jam

Tantos anos de estrada e eles continuam os mesmos. Bom pra nós, fãs, que criamos expectativas e eles correspondem à altura.
Bacana! Bacana! Bacana!
Pra quem quiser ouvir, acesse o http://guerrainletto.blogspot.com/ .
Abraços
09/09/2009
Them Crooked Vultures
É uma euforia sem tamanho para qualquer fã de stoner rock, que tem noção do que acontece quando a dupla Josh Home e Dave Grohl entra em ação, agora contando ainda com John Paul Jones (Led).
Falta "apenas" o Mark Lanegan no "bando" pra ficar perfeito, mas Home rouba a cena. Lenda, é o que ele é faz tempo e puxa vida, eu pago um pau desgraçado pra esse homem eternamente!
Stoner Rock na veia, brothers! Pra quem gosta de rock "cru", pegado e bem feito, é a pedida!
08/09/2009
Carnivale

Ontem terminamos de assistir Carnivale e eu não poderia deixar de registrar aqui minha opinião a respeito da série.
Em uma palavra: FANTÁSTICO!
A história se passa nos Estados Unidos, durante a década de 30, em meio à Grande Depressão, e escancara uma realidade nua e crua da época, usando como cenário principal o circo e seus personagens tão bizarros e singulares, que em meio ao caos sobrevivem, sonham, perdem a razão ou recuperam o pouco de humanidade que lhes resta. A trama tem como personagens principais Ben Hawkins (Nick Stahl), que após perder sua mãe se junta ao circo, que carrega um passado e um presente sobrenatural ao qual ele, sem saber, está ligado, e por outro lado, o padre Justin (Clancy Brown), que tem ligação com Ben Hawkins e com todo o passado do circo. O que vemos nessas duas temporadas, é uma série de acontecimentos bizarros e sobrenaturais, que aos poucos se encaixam e são desvendados, desencadeando uma batalha entre o Bem e o Mal.
Uma superprodução, com atuações impecáveis (a interpretação do ator Clancy Brown no no papel de padre Justin é de fazer qualquer um ter pesadelos só com a voz amedrontadora), fotografia maravilhosa, trama muito bem feita (tensa, inteligente e "viva") e pra completar, uma trilha sonora espetacular!
Foram apenas duas curtas temporadas, e a continuidade da série interrompida pela HBO, devido a baixa audiência na época, que acabou não compensado os elevados custo de produção. Pelo que andei lendo, a HBO sequer aceitou (ou ainda não aceita) a liberação da história e personagens para a conclusão da série, o que realmente é uma pena, porque eu nunca vi algo parecido e com tanta coisa a ser explorada em seu contexto.
Carnivale entra para o topo da minha lista de séries, junto com Six Feet Under, e sim, eu recomendo exageradamente!
Carnivale (season 1 trailer)
Dora Mae's Funeral (fantástica!)
Fonte: Wikipédia
18 Segundos
26/08/2009
História de elevador
Cheguei no prédio e fiz o mesmo de sempre. O elevador desceu, apertei o 4, peguei a chave e guardei meu celular e o fone (é, eu tava ouvindo o jogo).
Quando dei por conta já tava no 6º andar, apertei no 10º, no 14º e no 16º, na tentativa de não subir até 21º em vão. Mas ele passou direto e lá fui eu viajar até o último andar, ouvindo os barulhinhos assustadores que o elevador fazia, lembrando das vezes em que ele fechava e simplesmente não ia pra lugar algum, ou quando parava entre um andar e outro. Meu coração disparou, fiquei imóvel e bateu uma "mini" crise de pânico.
Cheguei no 21º andar, mandei o desgraçado descer e chamei o próximo, que chegou 5 minutos depois. E eu ali, no espaço (cara, eu tenho medo de altura até em local fechado).
A descida foi tensa, os tais "barulhinhos" que o elevador faz normalmente se tornaram monstruosos e cheguei no 4º andar com o coração na boca.
Agora eu sei porque semanalmente tem alguém fazendo manutenção e inspecionando os elevadores do prédio. E sei também porque o condomínio é tão caro.


